Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Tu

Hoje haver significa ser? Essa e a pergunta-chave. Sera que sou mais feliz a medida que compro mais uma roupa, ou um carro, ou um acessório?
A sociedade nos impõe em larga escala e torrencialmente as últimas modas e nos promete a felicidade através de um produto que tem média-curta vida.
Não nos iludamos em dizer que aquistar qualquer coisa não nos traz nada. Traz sim um sentimento que nos deixa felizes por pouco tempo e com prazo de validade. Não se engane pensando que a felicidade tem prazo de vida pois não tem, mas esse é um discurso para depois.
O que sentimos quando compramos alguma coisa não é nada mais que prazer. O prazer que nos conduz a comprar mais para sentir mais prazer.
Nesse momento existe a possibilidade, e sempre existirá, da escolha do ser. A escolha do ser não significa nunca mais na vida comprar mas sim dar o real valor ao gesto. Significa atuar numa cultura nova onde se compra porque existe uma necessidade em questão, mudando assim o escopo da compra, afinal compro porque tenho necessidade e não porque farei inveja nos outros ou para sentir aquele velho prazer que nso distancia do que somos.
Quem é você? Quais são seus defeitos e sua virtudes? O que gostas e o que não gostas?
Escolhes hoje a alegria de ser ou o prazer de haver?

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Nao compreendo. Todos tem a possibilidade de viver. Quando, como e com quem sao perguntas que as vezes assaltam a mente. Voce consegue conviver consigo mesmo? Voce sabe quem `e voce? Conhecer-se `e uma arte. Ai como eu queria nascer ja` me conhecendo sem ter de descobrir por falhas e omissoes. Ai `e que se enganar nao custa. Uns precisam de um ano, outros de toda a vida. Mas o que bem sabemos `e que o mundo nao para e da` uma oportunidade a todos, no entanto uma dose de vontade pode ajudar. O que os outros falam pode servir para uma auto-analise.

A crise de confianca nas pessoas que estao ao nosso redor nos faz dar dinheiro aos psicologos. Nao que uma consulta nao va` bem mas poderiamos poupar o nosso dinheiro investindo em relacoes harmoniosas e desinteressadas, afinal de contas que nao quer ser escutado?

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

O mestre ensina. Não porque sabe. Não porque tem medo de que os seus passem pelo que ele passou. Ensina porque ama. Não só porque ama a quem ensina mas porque os que são amados possam um dia amar. Não só ama ensinando. Ama perdoando. O mestre perdoa a tudo e a todos, não pelos atos que serão apagados da memória (sim, porque quem ama tambem esquece o que o outro fez e o ve com olhos novos, sempre) mas pela grande pessoa que cada um tem a possibilidade de se tornar, aprendendo a ser um mestre que ama, que perdoa e que ensina.

Mestre Lazinho


Alvoreceu o dia
o mestre carrega o terço
que o carrega sem sentir
leves seus pés caminham
já não há mais impedimento
que te impeça de viver
sobrenaturalmente
a humanidade grita
a tua sabedoria murmura
passas não passas
diz com os olhos
o segredo de vida eterna
a corporeidade flácida
da humanidade
não aprendeu a ancorar
na tempestade que ondeja
e derruba sem cessar
ensina-nos com uma palavra
a reconstruir o presepio
que ora se faz abandonadas
e com o terço que anda a carregar
amas ainda aquelas 11 tábuas
que ainda não aprenderam a amar

Gabriel José da Silva Oliveira para o 85º aniversario do pai e mestre Lázaro de Oliveira

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

O real valor das importâncias

Todos correm para cá e para lá, sempre há algo para fazer e um horário para chegar. Os eventos que nos cercam todos os dias nos completam (?), mas não deveria ser assim. Em um dia somos capazes de planejar as próximas horas, tomar café, trabalhar, fazer algum trabalho que não seja o que deveríamos estar fazendo, reclamar da vida e tentar esquecer o que não deu certo ou foi feito errado ou mesmo o que apenas aconteceu. Vivemos de instantes e no entanto não nos satisfazemos com eles.
E por quê raios fazemos isso? Será porque todos fazem ou porque não gostamos de ter surpresas? Será que aquela sua vizinha que você não via faz tempo e que agora você a encontrou num lugar qualquer vai desmantelar todo o seu esquema tático de horários querendo parar para conversar?
Pessoas são mais importantes que fatos. Não vou fazer aquele discurso que talvez aquela vizinha estivesse necessitando de você.
Pessoas são mais do que necessidades e devem ser tratadas como prioridades. Ou por acaso você vai para uma reunião em um cliente sem antes dar bom dia para a secretária? Talvez você passe e a secretária esteja tão atarefada que nem ouvirá a sua saudação! E por isso você já vai entrar de cara amarrada para conversar com aquele cliente que tem uma voz chata assomando a uma secretária que estava desatenta???
As pessoas são a única forma de perpetuação nesse mundo. Como assim!?
Calma, eu sei que todos nós estamos de passagem, mas certamente você irá marcar seus filhos, netos e demais pessoas que convivem contigo depois que você partir. Aliás você já os marca, só que não notamos, pois afinal de contas, você vai voltar amanhã pra reclamar de outra pessoa que não lhe respondeu bom dia e assim vai...
Mas porque não marcar com o que você possui de mais belo?
Acaso aquela vizinha certamente notou que você tirou os aparelhos ortodônticos e está com um belo sorriso. Ou que a sua voz está diferente, mais calma e seus olhos parecem mais atentos do que nunca... não para o que passa na rua mas se fixando em você. Como ele fez isso? Como ele ensinou a se viver com os passos da vida? Não sei, afinal de contas quem sabe eu não vá descobrir indo visitar meu cliente, dando bom dia a secretária, encontrar com a minha vizinha, parar e lhe dar atenção, dar um belo sorriso e viver intensamente o momento presente?

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

A admiração da família

Certa vez fui questionado o porque de tal pessoa não ter 'autoridade' (vide autoridade como comunicação entre colaboradores e superior). Respondi que talvez seria porque essa pessoa sempre dava risadas. Mas a minha resposta diante da pergunta me fez questionar se era isso mesmo que levava as pessoas a não acreditar no próprio superior que elas tinham.
E a minha resposta estava errada, por mais que haja um jogo de emprego de palavras no tratamento entre superior e colaboradores não eram as risadas o fator decisivo. Aquele superior era 'amigo' de seus colaboradores e explico como isso não tem nada a ver com ter mais ou menos autoridade.
Um funcionário acima de tudo deseja ser tratado igualmente perante todos. Aquele superior era aparentemente legal e amigo mas quando o sobrecarregavam despejava labaredas de fogo sobre os seus colaboradores. O que pensar? Que aquele superior é tão instável emocionalmente e tão desequilibrado nas suas articulações que acaba por descontar a sua vontade de fazer as coisas no prazo certo em cima daqueles que a 10 minutos tinha contado uma piada.
Pessoas desequilibradas nunca atingiram o nível de admiração pelos seus colaboradores. Aliás, admiração?
Sim, admiração é o status mais elevado que um superior pode alcançar com os seus colaboradores. É uma pessoa que acima de tudo vê os seus como uma relação familiar onde todos tem seus valores como pessoa garantidos de modo a deixar de representar apenas uma ferramenta para se conseguir algo que almeja.
Na família todos são importantes e são tratados igualmente.
Agora, será que aquele superior trata seus colaboradores assim?
Talvez não. E o que estamos fazendo para melhorar a situação? Afinal de contas numa família todos são importantes e quando um não está bem o outro não estará bem enquanto o primeiro não melhorar. Veja que ao se doar tentando ajudar quem aparentemente cospe fogo nas suas costas formará um relacionamento totalmente diferente do primeiro. Mas fazer sem desejar nada em troca, pois seus pais não se preocupam com você porque querem algo em troca, certo? No entanto você ganhou muitas coisas na vida por terem aquela educação não foi? Eis aí o seu prêmio.
Vivemos várias horas por dia em ambientes não harmônicos e não nos damos conta que é parte da nossa vida que se esvai. Assim como na nossa família somos de extrema importância e insubstituível, que tal darmos esse mesmo valor aos nossos colegas que são tão cheios de defeitos quanto nós?

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

O ontem do amanhã

As ações.
Costumamos pensar que tudo depende de nós, que o que somos devemos a nossos esforços e o que deixou de ser foi por nossa culpa e falta de iniciativa. Mas o que se sucede, em muitos casos, são contínuas cadeias de relacionamentos entre pessoas que atuaram direta ou indiretamente na nossa formação, local onde vive, o que fazemos da própria vida e até o que iremos fazer. Assim também é a nossa formação de caráter. Se temos bons exemplos somos moldados por eles, o contrário também serve. Aliás, é o que encontramos mais por aí. Condutas obstruidas que demonstram perfis que dificultam a vida entre os demais, são verdadeiros obstáculos para trilharmos um caminho digno de alguém que diante de tudo que se vê por aí, se sente encorajado a revolucionar o mundo para melhor. E porque não um Mundo Unido?
No decorrer de gerações que vieram e passaram muitas guerras e confrontos armados foram travados. Nenhuma guerra é nobre o suficiente para justificar as vidas que ali partiram, lutando por ideais que fisicamente atingiam outros que tampouco lutavam por algo maior. Mas todos tem a sua chance, todos tem a possibilidade de querer um mundo melhor, de perceber uma centelha viva de esperança pelo caminho que percorrem na escuridão. Se isso vai passar ou não cabe a decisão de seguir o que um dia se apresentou e depende de você que as novas gerações lutem por ideias dignos, nobres e convergentes com outros que promovam o que o mundo precisa e mais carece.

Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Superfície x Sentimento

A superficialidade dos relacionamentos nunca foi tão óbvia. Ontem, dia 12 de junho foi dia dos namorados. Parecia que só existia pessoas pensando em presentes e em seus respectivos pares e o único assunto que surgia era o que haveria de ganhar do par. Um dia em que todos estavam felizes (exceto os que estavam solteiros). Parecia que as conversas não atingiam nenhum grau de raciocínio maior que transpassasse a data. Voltando para casa depois da faculdade, vi uma cena que protagonizou, concretamente, o quanto os casais "se gostam". Passava todos os dias na frente de um Motel. Naquele dia parecia que iria haver festa no lugar pela quantidade de carros que havia, como se não bastasse o rebuliço, ainda havia fila do lado de fora. Fila num Motel? Esquisito. Superficial? Completamente. Talvez o único dia que seria dedicado aos casais mostrarem que realmente se gostam tenha sido expurgado do calendário. Mas para que precisa de dia para mostrar o que sente? Responderiam: “Ah, deixa para amanhã...”