Certo dia, num parque havia um casal de namorados passeando. Estavam conversando sobre as qualidades de ambos e estava tudo muito bem, até que começaram a falar dos defeitos que cada um percebia no outro... o que a chateava, o que o deixava irritado... e a conversa virou uma discussão. No começo estavam juntinhos e naquele momento estavam a dois metros de distânicia um do outro. As pessoas que passavam por ali já notavam o tom de voz excessivamente alto dos dois e passavam assistindo, como se fosse um espetáculo. A cena exibia duas pessoas a plenos pulmões que negavam escutar um ao outro, enfim, era realmente deprimente.
Num segundo instante veio uma criança de mais ou menos 7 anos com uma flor em cada mão, ela tinha um semblante harmonioso e feliz e de passo em passo chegou vagarosamente perto do casal que já apresentavam as faces avermelhadas de tanto gritarem. A criança olhou para a situação e disse um 'Olá'. Os dois subitamente pararam de gritar um com o outro e começaram a olhar para a criança. Então ela foi até os dois, entregou uma flor para cada um e começou a contar uma história.
"Certa vez, num campo de flores eternas haviam espécies de vários formatos, cores, alturas e perfumes totalmente diferentes e todos os dias havia uma abelha que as visitava para colher o néctar. Ela era sempre muito cuidadosa ao escolher uma flor, pois era de apenas uma que colhia a quantidade que necessitava, ela se demorava pairando sobre as flores para escolher a mais perfeita e bela. Até que certa vez escolheu uma que ao chegar perto notou que já havia lhe visitado, pensou consigo mesma o porque de haver escolhido ela novamente e porque não apenas uma vez ou todos os dias. A abelha compreendeu que cada dia as pétalas e tudo que a atraía nas flores mudava, de modo que se um dia havia uma pétala em uma flor que não estava bem ou murcha no outro dia a flor tinha a possibilidade de trocar as pétalas e tudo que não ia bem para que ficasse perfeita."
-Assim são as pessoas. A criança disse para o casal. Todos os dias temos a possibilidade de melhorar o que não vai bem e manter o que vai bem de modo que nos aperfeiçoamos continuamente. Cada um não deve olhar para o outro como se tivesse aquele defeito de ontem ou de há poucos instantes, também nossos olhos devem se regenerar diante das pessoas, mas quem deve dar a possibilidade para mudar somos nós mesmos. Estas flores que lhes dei tem vida finita mas o que vocês devem sentir um pelo outro deve ser algo infinito, ressaltem o que vêem de belo um no outro assim como ressaltariam as belezas destas flores e deixem de lado as "pétalas murchas"
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