quarta-feira, 14 de maio de 2008

Harmonia de relação

A construção de ambientes harmônicos é uma tarefa caótica, porque se deve entrar no fogo cruzado de lugares onde as pessoas, de certa forma, estão sendo provadas (geralmente locais de trabalho) e que inconscientemente driblam suas "hastes ásperas" para colocar em relevo algo menos áspero que suas próprias condições. A questão que surge é: se manifestar no intuito de uma melhora ou se abster para não provocar atritos?
Aí é que entra o conhecimento de si mesmo. Ao se conhecer, cada um tem a possibilidade de saber qual momento deve agir e o modo de como agir, seja falando algo, seja através de um ato. Pessoas que aparentemente são calmas podem não ser tão calmas assim, as vezes não se sabe o esforço que ela faz para não tratar alguém mal. Trabalhar esse lado requer muita prática e gera poucos resultados no início mas ao longo do tempo se torna um atributo louvável, de pessoas equilibradas e totalmente dominantes de si.
Assim ocorre com o amor fraterno. Sair de si para acolher o outro na sua simplicidade de ser é algo que exige o mesmo esforço e que, se bem sucedido, constrói um vínculo verdadeiro com alguém que antes era totalmente desconhecido.
A plenificação dos relacionamentos requer uma medida de doação que corresponda a disparidade de diferenças do ser. Quanto ao resultado dependerá da sua 'medida'.

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