Um dia caminhava nos números pares da vida. percebi que eram redondos e singulares, não primos e certamente unidos entre si. O número dois me dava a certeza que no final nenhum deles haveria de ser dividido apenas por si ou pelo menor número inteiro não divisível por outros senão por ele mesmo. o repugnava pela sua arrogância e orgulho de si, além disso é ímpar (números ímpares para mim eram feios).
Milhares de pessoas no mundo me fizeram gostar de números grandes e que condiziam com a realidade, porcentagens começaram a entrar no caldeirão para termos um absoluto de 100 e não é que lá aquele número chato se fazia presente?
Meus Ideais foram mudando e ao perceber as trocas de conclusões acerca das coisas fui sentindo um assomo de liberdade e alegria. Logo, não mais os números pares viriam a me satisfazer, mas apenas um número. Percebi que ele era extensível e onde quer que andasse ele estava... unilateral, universo, uníssono, Antena 1, artigo um, UNIDADE...
Então as pessoas que antes me representavam apenas casas decimais e números astronômicos passaram a ser representadas pelo desejo de que sejam apenas um... não na sua corporeidade e muito menos em apenas um jeito, mas sim em apenas UM Ideal, um Ideal de um Mundo Unido onde todos sejam irmãos, se reconheçam como tal.
Eu me sinto assim, como se fosse extensão daquele que está ao meu lado no ônibus, também daquele que passa por mim na faculdade, aquele que me dirige um olhar e até mesmo o que passa desapercebido ou que apenas passa...
A realização conhece hoje e você também é minha extensão. Compartilhe do meu Ideal e verás que eu sou você e você é a minha pessoa na diversidade e no amor fraterno. Uma chama que queima é indivisível e é movida pelo desejo de queimar. Um só Ideal, uma só família num mesmo objetivo, um só corpo e um só amor pelo eu que está no outro.
Agradecimento: Ana Letícia pelo 33 :)
segunda-feira, 12 de maio de 2008
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