Chiara Lubich, Papa João Paulo II, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá. O que essas personalidades tiveram em comum? Foram pessoas que agiram de acordo com aquilo que diziam e por isso arrastaram multidões. Há mais uma coisa em comum entre elas. As mães de todas essas pessoas não fizeram inseminação artificial e não deixaram filhos por aí num embrião para serem usados por instituições farmacêuticas afim de mudar a vida de quem sofre com doenças incuráveis ou com deficiências físicas. As pessoas citadas puderam fazer o que fizeram pelo mundo porque ninguém as matou no fraco pretexto e intuito de usá-las como matéria-prima de pesquisas que assassinam muitas outras (em favor de outras em menor número) para o bem de quem o cotidiano se baseia em torno de um problema. Somos o que somos independentemente do rótulo que chamamos de corpo. Ter convicção dos próprios limites nos impele a uma vida saudável e virtuosa. Limites esses que indústrias farmacêuticas não tomaram conhecimento no quesito "sustentação a vida". O que essas instituições querem é lançar mais uma droga eficaz na cura de uma doença mundialmente atingida, para isso, graças ao governo brasileiro, tais empresas podem se valer de meios que infringem a dignidade e a vida de um ser humano. Ora, se há chance de 3% de uma célula embrionária congelada vir a ser uma criança desenvolvida no futuro não tira a sua chance de um dia se desenvolver e conviver conosco, lado a lado com outras que também viriam a nascer graças a uma chance a ela dadas. O que diriam meus exemplos de vida citados se estivessem vivos?
A vida humana se resumindo em torno da ciência é curta, rápida, dolor, superficial e cheia de questionamentos que jamais veremos respostas. Big Bang? Começo do universo? Ok, e o que veio antes disso? Alguém pode tentar responder mas existem milhares de pessoas no mundo que morrem de fome, talvez dedicar a vida a ciência moderna e ao estudo de algo que aconteceu a uma infinidade de anos atrás seja um estudo em vão, enquanto se gastam milhões em pesquisas que oferecem a vida num frasco e na tentativa da completa aniquilação do fato que Deus existe, estaremos comprando vidas coagidas e com rótulos de farmacêuticas nas prateleiras de farmácias ou até supermercados. Se alguém tem consciência que faz pesquisas com uma vida e a descarta no lixo e o faz sem dar o real valor que o ato representa, então não haveria o porque de não algemá-la com mandado de prisão e ser tratada do mesmo modo que um serial killer.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Dê chance ao não
Essa vida... como lidar com ela? As vezes nos atropela na sua fúria e nem temos tempo para prestarmos atenção e pensar nas coisas que nos acontecem. Dia após dia surgem infinidades de idéias 'revolucionárias' que dizem transformar a nossa vida para melhor (Não digo idéias do tipo ShopTime). Diante de diversos caminhos temos dificuldades de nos simpatizar com um que caminha junto com a nossa vontade e também com nossas habilidades profissionais sem contar a exacerbada visão analítica de nossos encargos que nos confiam trabalhos excessivamente limitados que nos impedem de conviver com visões macro... se você gosta de um caminhão, caro leitor, prepare-se não para mexer com todo o caminhão e sim com a rebimboca da parafuseta.
Mas mais do que isso: no que consiste todos os "Sim" que você dispõe todos os dias? Será que são edificantes e vão de acordo com o seu objetivo final? Aquela oportunidade em que você iria ganhar bem realmente condiz com as suas expectativas de um trabalho honesto, digno e estimulante? Ou você deixa de cultivar seus maiores valores e de fazer as coisas que mais gosta para ficar até mais tarde e também nos finais de semana trabalhando? Quais são suas prioridades?
Dizer não... esta palavra por incrível que pareça devia de ser pronunciada mais vezes pela nossa boca, assim agindo como um vermicida com tudo aquilo que não nos leva ao nosso real objetivo...
Ao contrário do nosso colega Lulu Santos que diz que vê pessoas no futuro "com habilidade pra dizer mais sim do que não" precisamos de pessoas que dizem não... não para tudo que não constrói um mundo novo. Um não que constrói!
Mas mais do que isso: no que consiste todos os "Sim" que você dispõe todos os dias? Será que são edificantes e vão de acordo com o seu objetivo final? Aquela oportunidade em que você iria ganhar bem realmente condiz com as suas expectativas de um trabalho honesto, digno e estimulante? Ou você deixa de cultivar seus maiores valores e de fazer as coisas que mais gosta para ficar até mais tarde e também nos finais de semana trabalhando? Quais são suas prioridades?
Dizer não... esta palavra por incrível que pareça devia de ser pronunciada mais vezes pela nossa boca, assim agindo como um vermicida com tudo aquilo que não nos leva ao nosso real objetivo...
Ao contrário do nosso colega Lulu Santos que diz que vê pessoas no futuro "com habilidade pra dizer mais sim do que não" precisamos de pessoas que dizem não... não para tudo que não constrói um mundo novo. Um não que constrói!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Sonhos voláteis
Tudo é possível.
Acreditar. Se um dia pudesse escolher algo em que pudesse introjetar em mim mesmo seria a confiança nas minhas capacidades, mais do que isso seria acreditar que não só tenho capacidade para o que me proponho como o que me proponho a fazer deve ser feito e é digno de ser executado, mais do que isso é sonhar que aquilo que se tem coragem e disposição para se fazer naquele determinado momento deve ser feito para um bem maior.
Sonhar, ter a força para fazer e executar. Três processos que concretizam o que começou do nada e que ainda espera por idéias e "sonhadores" que concretizem seus desejos e transformem o mundo.
No entanto, quem nunca se sentiu incapaz ou desanimado e acabou abandonando a "grande idéia"?
Um tempo deve ser dedicado para tais acontecimentos, reavaliações.
A pergunta principal seria se realmente era uma "grande idéia". Muitos projetos param por aí, conscientemente ou inconscientemente nos damos conta que talvez não era o que nós pensávamos. Mas caso a "grande idéia" seja realmente o que se pensa, vale uma análise do porque da falha.
Dificuldades. Quem nunca teve?
Aliás, caro leitor, qual foi sua última desistência? Foi por uma boa causa ou por fraqueza?
Mas ao pensar me lembro.
Tudo é possível!!
A próxima pergunta será: O que não vou desistir e me manter firme e dar a volta por cima?
Acreditar. Se um dia pudesse escolher algo em que pudesse introjetar em mim mesmo seria a confiança nas minhas capacidades, mais do que isso seria acreditar que não só tenho capacidade para o que me proponho como o que me proponho a fazer deve ser feito e é digno de ser executado, mais do que isso é sonhar que aquilo que se tem coragem e disposição para se fazer naquele determinado momento deve ser feito para um bem maior.
Sonhar, ter a força para fazer e executar. Três processos que concretizam o que começou do nada e que ainda espera por idéias e "sonhadores" que concretizem seus desejos e transformem o mundo.
No entanto, quem nunca se sentiu incapaz ou desanimado e acabou abandonando a "grande idéia"?
Um tempo deve ser dedicado para tais acontecimentos, reavaliações.
A pergunta principal seria se realmente era uma "grande idéia". Muitos projetos param por aí, conscientemente ou inconscientemente nos damos conta que talvez não era o que nós pensávamos. Mas caso a "grande idéia" seja realmente o que se pensa, vale uma análise do porque da falha.
Dificuldades. Quem nunca teve?
Aliás, caro leitor, qual foi sua última desistência? Foi por uma boa causa ou por fraqueza?
Mas ao pensar me lembro.
Tudo é possível!!
A próxima pergunta será: O que não vou desistir e me manter firme e dar a volta por cima?
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Madresita Mia
Mãe tira o pó
daquilo que já se perdeu
desvenda as maravilhas do mundo
mostra um sorriso teu
diga que é tudo preocupação
e que ainda está por me esperar
não pare em frente a janela
e não espere me ver chegar
não espere ver mais do que
um belo pôr-de-sol
reza pelos teus e tenha certeza
que eles estarão bem amparados
por Alguém que nos deu a beleza
e a grandeza de ser
eternamente agradecidos
Gabriel Oliveira - 11/05/2008 (Dia das Mães)
daquilo que já se perdeu
desvenda as maravilhas do mundo
mostra um sorriso teu
diga que é tudo preocupação
e que ainda está por me esperar
não pare em frente a janela
e não espere me ver chegar
não espere ver mais do que
um belo pôr-de-sol
reza pelos teus e tenha certeza
que eles estarão bem amparados
por Alguém que nos deu a beleza
e a grandeza de ser
eternamente agradecidos
Gabriel Oliveira - 11/05/2008 (Dia das Mães)
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Harmonia de relação
A construção de ambientes harmônicos é uma tarefa caótica, porque se deve entrar no fogo cruzado de lugares onde as pessoas, de certa forma, estão sendo provadas (geralmente locais de trabalho) e que inconscientemente driblam suas "hastes ásperas" para colocar em relevo algo menos áspero que suas próprias condições. A questão que surge é: se manifestar no intuito de uma melhora ou se abster para não provocar atritos?
Aí é que entra o conhecimento de si mesmo. Ao se conhecer, cada um tem a possibilidade de saber qual momento deve agir e o modo de como agir, seja falando algo, seja através de um ato. Pessoas que aparentemente são calmas podem não ser tão calmas assim, as vezes não se sabe o esforço que ela faz para não tratar alguém mal. Trabalhar esse lado requer muita prática e gera poucos resultados no início mas ao longo do tempo se torna um atributo louvável, de pessoas equilibradas e totalmente dominantes de si.
Assim ocorre com o amor fraterno. Sair de si para acolher o outro na sua simplicidade de ser é algo que exige o mesmo esforço e que, se bem sucedido, constrói um vínculo verdadeiro com alguém que antes era totalmente desconhecido.
A plenificação dos relacionamentos requer uma medida de doação que corresponda a disparidade de diferenças do ser. Quanto ao resultado dependerá da sua 'medida'.
Aí é que entra o conhecimento de si mesmo. Ao se conhecer, cada um tem a possibilidade de saber qual momento deve agir e o modo de como agir, seja falando algo, seja através de um ato. Pessoas que aparentemente são calmas podem não ser tão calmas assim, as vezes não se sabe o esforço que ela faz para não tratar alguém mal. Trabalhar esse lado requer muita prática e gera poucos resultados no início mas ao longo do tempo se torna um atributo louvável, de pessoas equilibradas e totalmente dominantes de si.
Assim ocorre com o amor fraterno. Sair de si para acolher o outro na sua simplicidade de ser é algo que exige o mesmo esforço e que, se bem sucedido, constrói um vínculo verdadeiro com alguém que antes era totalmente desconhecido.
A plenificação dos relacionamentos requer uma medida de doação que corresponda a disparidade de diferenças do ser. Quanto ao resultado dependerá da sua 'medida'.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Um indivisível, 33 e 1
Um dia caminhava nos números pares da vida. percebi que eram redondos e singulares, não primos e certamente unidos entre si. O número dois me dava a certeza que no final nenhum deles haveria de ser dividido apenas por si ou pelo menor número inteiro não divisível por outros senão por ele mesmo. o repugnava pela sua arrogância e orgulho de si, além disso é ímpar (números ímpares para mim eram feios).
Milhares de pessoas no mundo me fizeram gostar de números grandes e que condiziam com a realidade, porcentagens começaram a entrar no caldeirão para termos um absoluto de 100 e não é que lá aquele número chato se fazia presente?
Meus Ideais foram mudando e ao perceber as trocas de conclusões acerca das coisas fui sentindo um assomo de liberdade e alegria. Logo, não mais os números pares viriam a me satisfazer, mas apenas um número. Percebi que ele era extensível e onde quer que andasse ele estava... unilateral, universo, uníssono, Antena 1, artigo um, UNIDADE...
Então as pessoas que antes me representavam apenas casas decimais e números astronômicos passaram a ser representadas pelo desejo de que sejam apenas um... não na sua corporeidade e muito menos em apenas um jeito, mas sim em apenas UM Ideal, um Ideal de um Mundo Unido onde todos sejam irmãos, se reconheçam como tal.
Eu me sinto assim, como se fosse extensão daquele que está ao meu lado no ônibus, também daquele que passa por mim na faculdade, aquele que me dirige um olhar e até mesmo o que passa desapercebido ou que apenas passa...
A realização conhece hoje e você também é minha extensão. Compartilhe do meu Ideal e verás que eu sou você e você é a minha pessoa na diversidade e no amor fraterno. Uma chama que queima é indivisível e é movida pelo desejo de queimar. Um só Ideal, uma só família num mesmo objetivo, um só corpo e um só amor pelo eu que está no outro.
Agradecimento: Ana Letícia pelo 33 :)
Milhares de pessoas no mundo me fizeram gostar de números grandes e que condiziam com a realidade, porcentagens começaram a entrar no caldeirão para termos um absoluto de 100 e não é que lá aquele número chato se fazia presente?
Meus Ideais foram mudando e ao perceber as trocas de conclusões acerca das coisas fui sentindo um assomo de liberdade e alegria. Logo, não mais os números pares viriam a me satisfazer, mas apenas um número. Percebi que ele era extensível e onde quer que andasse ele estava... unilateral, universo, uníssono, Antena 1, artigo um, UNIDADE...
Então as pessoas que antes me representavam apenas casas decimais e números astronômicos passaram a ser representadas pelo desejo de que sejam apenas um... não na sua corporeidade e muito menos em apenas um jeito, mas sim em apenas UM Ideal, um Ideal de um Mundo Unido onde todos sejam irmãos, se reconheçam como tal.
Eu me sinto assim, como se fosse extensão daquele que está ao meu lado no ônibus, também daquele que passa por mim na faculdade, aquele que me dirige um olhar e até mesmo o que passa desapercebido ou que apenas passa...
A realização conhece hoje e você também é minha extensão. Compartilhe do meu Ideal e verás que eu sou você e você é a minha pessoa na diversidade e no amor fraterno. Uma chama que queima é indivisível e é movida pelo desejo de queimar. Um só Ideal, uma só família num mesmo objetivo, um só corpo e um só amor pelo eu que está no outro.
Agradecimento: Ana Letícia pelo 33 :)
Igualdade I
Na escola estava observando meus colegas. Eram da turma do "fundão" e pouco se importavam com os outros colegas, duvidaria muito se até entre eles um se preocupasse com o outro... eram os chamados "amigos por conveniência".Naquele dia estávamos tendo o último período de aula de orientação vocacional, aula que só havia poucas vezes no ano e que poucos se importavam. A temática daquele dia era profissão. A professora estava perguntando qual era a profissão dos pais de cada um até chegar num desses que se inseria no grupo do fundão, ele disse que o pai dele trabalhava na prefeitura, mais precisamente na empresa de coleta de lixo da cidade. Claro, um dos colegas pra não perder a ocasião disse em voz alta que o pai dele era lixeiro e todos começaram a rir, inclusive o meu colega que havia respondido, afinal de contas o pai dele era o diretor da unidade. Este meu colega era o último da fila e eu estava no primeiro lugar da próxima fila de modo que iria ser o próximo a responder. Meu pai tinha um outro cargo qualquer numa empresa mas não foi o que respondi. Quando a professora me perguntou todos ainda estavam dando altas risadas, respondi olhando para os meus colegas que meu pai trabalhava também na prefeitura e que era lixeiro, meus colegas pararam de dar risadas e me olharam, eu levantei e lhes encarei.
Qual é a diferença entre alguém que possui um cargo gerencial e um lixeiro? No que peca o ato de recolher lixo para sobreviver? Qual a diferença entre o presidente da república e uma doméstica?
Todos nesse mundo possuem os mesmos direitos e devem ser tratados como iguais, assim como não devemos tratar melhor o nosso chefe e maltratar as pessoas com cargos menores. Se tratas teu chefe bem, tens a obrigação de tratar a todos do mesmo modo, assim como não deveria haver uma diferença galáxica de valores de salários. Se te contentas com a situação cotidiana que vemos a primeira coisa que deves mudar para que tudo mude não é fazer uma revolução mundial e sim uma revolução interna, essa é mais difícil, demora mais e com certeza te trarás maiores resultados, aliás nada é justificável pelo resultado e sim pela certeza de que é o certo a se fazer.
Qual é a diferença entre alguém que possui um cargo gerencial e um lixeiro? No que peca o ato de recolher lixo para sobreviver? Qual a diferença entre o presidente da república e uma doméstica?
Todos nesse mundo possuem os mesmos direitos e devem ser tratados como iguais, assim como não devemos tratar melhor o nosso chefe e maltratar as pessoas com cargos menores. Se tratas teu chefe bem, tens a obrigação de tratar a todos do mesmo modo, assim como não deveria haver uma diferença galáxica de valores de salários. Se te contentas com a situação cotidiana que vemos a primeira coisa que deves mudar para que tudo mude não é fazer uma revolução mundial e sim uma revolução interna, essa é mais difícil, demora mais e com certeza te trarás maiores resultados, aliás nada é justificável pelo resultado e sim pela certeza de que é o certo a se fazer.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Lapidando
Certo dia estava conversando com um colega. Ele tinha mais ou menos minha idade e era muito comunicativo, era bom nisso e todos os que conversavam com ele saíam alegres e felizes, esqueciam dos problemas e desventuras que haviam ocorrido. Sempre tinha um sorriso em seu rosto e um jeito especial de cumprimentar cada um, como se estivesse esperando por aquela pessoa o dia inteiro.
Lhe perguntei o porque de estar feliz... me respondeu que não havia um motivo exato por estar feliz... que aquele dia havia acordado, aberto a janela e se deparado com um céu muito claro e azul, que se alegrou ao olhar e que tinha certeza que o dia seria ótimo.
Naquele dia ele sofreu um acidente e faleceu. No seu enterro havia uma multidão...
Na volta para casa eu estava pensativo... porque deveria ocorrer algo tão terrível com alguém que distribuía calor e vivacidade a quem se dirigia a ele?
Certas pessoas nos alegram quando vivas mas nos marcam profundamente quando partem. Tempos depois comecei a abrir a janela depois de acordar e a agradecer por aquele dia que se iniciava, procurava assumir a certeza de que deveria levar o amor traduzido em presença para todos e pessoas diversas vinham a mim para contar seus problemas e infortúnios mas quem haveria de ouvir os meus?
E descobri que meu colega ainda estava presente dentro de mim. Todos os dias além de acordar para o dia que se iniciava também contava o que havia dentro de mim ao meu amigo e assim estava pronto para aquele dia.
Muito tempo para pensar nos outros e pouco tempo para mim me preencheu a alma e já não havia mais o que falar ao meu colega nas manhãs além de um belo sorriso e a promessa de fazer do dia uma dádiva infinita.
Lhe perguntei o porque de estar feliz... me respondeu que não havia um motivo exato por estar feliz... que aquele dia havia acordado, aberto a janela e se deparado com um céu muito claro e azul, que se alegrou ao olhar e que tinha certeza que o dia seria ótimo.
Naquele dia ele sofreu um acidente e faleceu. No seu enterro havia uma multidão...
Na volta para casa eu estava pensativo... porque deveria ocorrer algo tão terrível com alguém que distribuía calor e vivacidade a quem se dirigia a ele?
Certas pessoas nos alegram quando vivas mas nos marcam profundamente quando partem. Tempos depois comecei a abrir a janela depois de acordar e a agradecer por aquele dia que se iniciava, procurava assumir a certeza de que deveria levar o amor traduzido em presença para todos e pessoas diversas vinham a mim para contar seus problemas e infortúnios mas quem haveria de ouvir os meus?
E descobri que meu colega ainda estava presente dentro de mim. Todos os dias além de acordar para o dia que se iniciava também contava o que havia dentro de mim ao meu amigo e assim estava pronto para aquele dia.
Muito tempo para pensar nos outros e pouco tempo para mim me preencheu a alma e já não havia mais o que falar ao meu colega nas manhãs além de um belo sorriso e a promessa de fazer do dia uma dádiva infinita.
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